Arte Rupestre e Arqueologia do Vale do Côa

•Abril 3, 2008 • Deixe um Comentário

Arte paleolítica datada por depósitos arqueológicos no sítio do Fariseu, Vale do Côa

•Fevereiro 25, 2008 • Deixe um Comentário
 Fariseu. sector esquerdo do painel enterrado.
Fariseu. Sector esquerdo do painel enterrado.
Imagem do sector direito.
O painel encontra-se disposto perpendicularmente ao rio, num afloramento que limita pelo lado jusante uma sequência de depósitos quaternários em que é possível observar uma alternância entre níveis fluviais estéreis e níveis de coluvião com vestígios de habitat. O corte aberto atingiu uma cota de cerca de 3 metros de profundidade e permitiu ainda verificar que, por cima desta sequência, existem níveis holocénicos (acumulação recente de fundo de albufeira e coluvião histórico, provavelmente medieval) de espessura variável.
O topo da sequência quaternária corresponde a um nível do Magdalenense final “de fácies Carneira”, com pontas de dorso curvo espesso, cruzado. Esta fácies industrial está datada de cerca de 10.000 BP noutras jazidas do litoral português (Carneira, Bocas), tanto pelo método do radiocarbono como pelo método da termoluminescência (TL). Era também já conhecida no vale do Côa em cronologia equivalente, confirmada por datações TL obtidas no sítio de Quinta da Barca Sul. No Fariseu, o nível desta época forneceu ainda o primeiro objecto de arte móvel do Côa, um seixo de xisto gravado nas duas faces com motivos animais estilizados, geometrizantes, com paralelos no Azilense de França.A base da sequência quaternária corresponde a níveis do Proto-Solutrense ou do Gravettense que se sobrepõem às gravuras do painel decorado, permitindo datar a sua execução de cerca de 21.000 BP, ou mais. Por outro lado, os sulcos abradidos e os negativos de picotagem apresentam ainda a cor branca que experimentalmente se verifica caracterizar os impactos acabados de realizar. Esta frescura indica que a acumulação da sequência sedimentar terá sido relativamente rápida e, por consequência, que todas as figuras que integram o complexo palimpsesto de figuras do painel datará de um único período.A reduzida área sondada não permitiu a recolha de uma amostra de indústria lítica de dimensão suficiente para que seja possível precisar mais a cronologia desse período. No entanto, Norbert Mercier, do Laboratório de Gif-sur-Yvette, recolheu amostras de sedimentos e de quartzitos queimados e realizou as necessárias medições de radiação ambiente que permitirão a datação da sequência por TL e OSL. Continue a ler ‘Arte paleolítica datada por depósitos arqueológicos no sítio do Fariseu, Vale do Côa’

Oficinas de Arqueologia experimental

•Fevereiro 25, 2008 • Deixe um Comentário

O Parque Arqueológico do Vale do Côa realiza, através do Serviço Educativo, oficinas de arqueologia experimental.

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FARISEU: cronologia da arte rupestre paleolítica, arte móvel e fauna.

•Fevereiro 14, 2008 • Deixe um Comentário

 

 Panorâmica a partir de montante.

No início de Dezembro de 1999, e devido à realização das obras de construção de uma ponte internacional em Barca d’Alva, a EDP fez baixar o nível da albufeira do Pocinho em cerca de 3 metros. Aproveitando a situação, equipas do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) e do Centro Nacional de Arte Rupestre (CNART) realizaram trabalhos de prospecção das margens do Douro e do Côa que ficaram postas a descoberto a montante daquela barragem. Destes trabalhos resultou a identificação, em 7 de Dezembro, de um painel ricamente decorado, revelado por sondagens arqueológicas levadas a cabo Continue a ler ‘FARISEU: cronologia da arte rupestre paleolítica, arte móvel e fauna.’

Experiência

•Fevereiro 14, 2008 • Deixe um Comentário

e…. upa!

Olá Fariseu!

•Fevereiro 14, 2008 • 2 Comentários